Boletín informativo Estrella Maili

Boletin del 2005-08-14

Bienvenidos a una nueva edición del boletín de la Fundación Estrella Mailí.

En este boletín gratuito, encontrará artículos, historias, poemas, bibliografía, enlaces a otras páginas web que ofrecen recursos para personas, especialmente padres, que viven un proceso de duelo. Es un espacio para expresar sentimientos y compartir experiencias...

En esta edición del boletín de la Fundación Estrella Mailí les ofrecemos...
  1. Nota del editor
  2. La casa nueva – Fernando Bahamondes
  3. Libros: El proceso del duelo. Carlos Juan Bianchi. Ediciones Corregidor, 2003
  4. Ganhei – Tania Costa
  5. Dolor de hermano – Carlos Juan Bianchi

Les recordamos que pueden ver los boletines anteriores en www.estrella-maili.com

=============== ARTICULOS COMPLETOS ===============

1)Nota del editor

Muchas veces me he preguntado de qué está hecha la soledad de quien ha perdido a su única hermana. Qué sentimientos y pensamientos no compartidos pueblan su mente y su corazón. Los padres nos tenemos el uno al otro para compartir nuestra tristeza, para escucharnos y darnos apoyo mutuo, pero, ¿quién le da apoyo al hijo que queda solo cargando con su dolor y el de sus padres?
Estos hijos, a veces, asumen el rol de padre para sus padres, ahogando su propio dolor para no mortificar más a quienes tienen el corazón vacío y nada le pueden dar. Un rol difícil, pues los padres realmente no pueden ser consolados. Entonces, olvidados por sus padres y familiares, van por la vida rumiando su dolor y culpa de ser los sobrevivientes de una catástrofe, pensando que no merecen ser felices.
Brindemos el apoyo necesario a nuestros hijos, para que puedan resolver su duelo y seguir adelante con sus vidas. Prestemos atención a sus sueños y proyectos, compartamos nuestros recuerdos de quién ya no está para celebrar sus logros, pero sigue siendo una presencia constante, un estímulo para esforzarse y ser cada vez personas mejores.

2)La casa nueva – Fernando Bahamondes

La Casa Nueva

Mi niña, quiero contarte
que hoy tenemos casa nueva
fue un largo y arduo camino
pero esta allí, y es nuestra.

Una vez yo dije,
la casa es un cajón de ladrillos
y no debe causar trastornos en la familia.

Esta casa es de ustedes mis niños
ya no pienso que es un cajón de ladrillos
sino que cada parte de ella
es tu vida y la nuestra que están dentro

Estoy muy contento mi niña
perdoname si no me alcanza para ser feliz
es que no hay comparación
ya que solo quiero verte a ti

Quisiera compartir mi nueva casa
contigo, Mitch y todo el mundo
tomarnos un trago juntos
y compartir esta alegría como antes

Estamos solos con tu madre
miramos tu pieza que arreglamos
la pena nos embarga el alma
y qué linda pensamos que la dejamos

Seguimos nuestro camino
abriendo cajas de recuerdos
lágrimas caen por mi rostro
al ver tu foto y otras cosas

Nos cuesta mucho avanzar
y falta tanto por hacer
tenemos miedo de buscar, encontrar
y luego, desfallecer

Tu presencia está en todas partes
y todo lo hacemos pensando en ti,
esto le gustaría a Katherine
y esto otro es para Mitch

Hoy tenemos casa nueva
y todo te lo debemos a ti.

Tu viejito 30/03/2005

Fernando.Bahamondes@bluescopesteel.com

3)Libros: El proceso del duelo. Carlos Juan Bianchi. Ediciones Corregidor, 2003

En su libro, el psiquiatra Bianchi no nos presenta verdades que podemos copiar, ya que la experiencia resulta intransmisible, pero nos presenta la cantidad de obstáculos que ha debido afrontar para poder seguir viviendo dignamente, después de la muerte de su hijo Martín.
Su libro, “son las palabras que pretenden sugerir un camino para trascender el dolor, y transformarlo en sentimientos útiles a los demás y a uno mismo.”

4)Ganhei – Tania Costa

Ganhei por um tempo: sete anos, cinco dias, quinze horas e quinze minutos. O que foi permanece, nada, nem ninguém tirará.
Há quem possa pensar que nada me foi dado, que, por mais benefício que eu receba, o preço que estou pagando é muito alto. Eu mesma, talvez, pensasse assim se estivesse fora do contexto em que me encontro. De fato não e fácil admitir, sequer em pensamento, a morte de um filho; pai e mãe não foram feitos para enterrar filhos, muito menos para ler um laudo de necropsia. Não gosto, ou melhor, não gostava da palavra morte; hoje esse medo não mais me assusta, embora a palavra morte nos remeta uma dor muito sofrida, dilacerante, corrosiva, muito, muito cruel. Sei que a única forma de um reencontro eterno com minha filha será através “dela”.
Sem a menor sombra de dúvida, uma das mais difíceis provas a nossa fé é o enfrentamento da morte. Por isso, descobri que a proximidade da morte ilumina a vida, porque ela tem o poder de apagar tudo aquilo o que não é essencial.
“Os olhos dos vivos, tocados pela morte, só enxergam aquilo que amor tornou eterno” (Rubem Alves).
Não trocaria a honra de ser mãe de Cecília pela covardia de não enfrentar com o coração despedaçado o sofrimento que assola minha alma. Como o mundo não pára, consertamos nosso coração partido pela consciência de que é preciso prosseguir viva, selecionando e agarrando com afinco tudo e todos que podem ajudar-me.
Tão preciosos e amados como Cecília, tenho Alexandre (13 anos) e Camila (08 anos), companheiros sempre constante em minha vida, que não precisam de minha tristeza, e sim, de minha coragem e da minha fé. Por isso é que diariamente enfrento a batalha de não me deixar abater pelas dificuldades da vida. Minha filha não morreu para que eu descobrisse meu lado covarde. Este eu já conheço muito bem. Sua missão foi despertar meu lado valente. A força que encontrei dentro do meu peito e a força do amor. E para quem ama tudo é possível, até mesmo ressurgir das cinzas.
O que quero dizer é que é preciso sentir a minha tristeza, preciso deixá-la entrar quando bater a minha porta, pois só assim me livrarei dela. Essa dor tem que “doer”... O nosso sofrimento, quando plenamente assumido por nós, torna o espaço vazio, onde Deus pode criar o novo.
Não é nos afastando do sofrimento que nos ronda, que alcançaremos a paz interior, mas enfrentando-o face a face, com coragem e confiança no Deus todo poderoso.
Não sei onde é ou o que é o céu, só posso imaginar, mas tenho convicção de que Ele existe. Crer nisso e vital para mim, porque, se podemos pensar em algo que seja a mais plena e pura felicidade, esse algo, só pode ser o céu. É e onde minha filha está. Para o meu corpo que deseja abraçar e beijar a minha filha, eu preciso dizer que o céu é o lugar de nosso próximo e definitivo encontro. Apesar da perda traumática me resta perante a vida, a escolha de me afogar na dor, na revolta e na amargura, mas resolvi lutar, “nunca permita que uma criança vá na frente ou no colo dentro de um carro”, assim estaremos evitando muito sofrimento. Resta-me optar por um caminho que, embora mais árduo, me permitirá seguir em frente, caminho este que é o de tentar com a experiência dessa dor, refazer minha vida, tornando-a mais grandiosa, com um sentido maior, do que simplesmente viver um dia após o outro.
A dor da perda nos faz rever nossos valores. Leva-nos a refletir sobre o sentido de nossa existência. Na vida tudo passa: passam as alegrias, a felicidade, o sucesso e, felizmente, também passam a dor, a decepção, a infelicidade e a tristeza. As únicas coisas que não passam são a fé, a esperança e o amor. E é através deles que tiramos a força para continuar.
Termino estas reflexões expressando um pedido: se me vir chorando pela perda de minha filha, por favor, não me peça para não chorar, nem se constranja com minhas lágrimas. Dê-me seu ombro e, se tiver vontade, chore comigo. O maior consolo vem de Deus das lágrimas e da solidariedade.
Agradeço a Deus que sempre me deu, está, e estará me dando força e luz. A minha Cecília ou simplesmente Cila, Cilinha, Ciloquinha, Pretinha ou neguinha, como meu querido irmão que também partiu costumava chamá-la... Ela também partiu... Mas continua me iluminando e me dando força. À minha família pelo apoio que sempre me deu. Gestos de amigos e colegas como, visitas, telefonemas, telegramas, livros, palavras sinceras, cartinhas carinhosas de encorajamento, doações de vida (sangue).
Obrigada a todos da Igreja Batista Central, e Igreja Batista da lagoinha pelas orações. Se não fosse por Deus e vocês eu não estaria abrindo o meu coração agora.
Obrigada à equipe médica, ao Hospital Imaculada Conceição em Curvelo, A Dra. Rosane, o seu plantão terminou às dezenove horas e ela só deixou o Hospital após ajudar a mim, minha família e amigos a encontrar uma UTI, que foram momentos angustiantes para todos nos, pois foi uma data crítica: trinta e um de dezembro. Cecília necessitava urgente de uma UTI.
A equipe médica do João XXIII, que ficou em meu coração, em especial Dra. Cenira, que estava presente e me disse que aquele era o momento final da minha caçulinha amada, foi o momento mais triste da minha vida, obrigada pelo cuidado e carinho que todos vocês tiveram para que ela sobrevivesse aqueles tantos traumas...
A todos vocês que me ajudaram e estão ajudando, neste que classifico como a maior “dor” que já senti em toda minha vida. Deus não prometeu dias sem dor, risos sem sofrimento, sol sem chuva, mas Ele prometeu força para o dia, conforto para as lágrimas e luz para o caminho.
Ao acordar para a última despedida da minha filha, abri a minha Bíblia e me veio a mensagem de “Eclesiastes capítulo 7”, que é o que me confortou e está me confortando até hoje.
Após uma tragédia tão grande resta-me simplesmente uma opção perante a vida: “A escolha de prosseguir triturada ou com um polimento brilhante”
KUBLER, ELIZABETH (LIVRO RODA DA VIDA)

tania_costa@terra.com.br

5)Dolor de hermano – Carlos Juan Bianchi

He llorado junto a mis hijos la muerte de Martín. Hemos compartido ese dolor lacerante, incomprensible. Pero lo hemos compartido desde una experiencia vivencial distinta: yo había perdido un hijo, ellos a su hermano.
¿Qué pierde quien pierde a un hermano contemporáneo?
Pierde a un compañero de juegos; quizá deberá mirar sin comprender la cama vacía y su ropa dormida en el placard que compartían. Pierde un lenguaje común hecho de frases, travesuras y secretos. Pierde esas charlas, que de cama a cama se daban, riendo de ocurrencias e ingenuos proyectos mientras los acallaba el sueño. Pierde un amigo incondicional que se jugaba por él en los recreos del colegio o en rencillas juveniles. Pierde a quién, solidario, comprendía su llanto. Quizá deberá ahora caminar solitario por calles que antes recorrieron juntos. Su hermano se llevó los testimonios de una etapa. Muchas escenas, dolorosas y felices, sólo a él, lo tuvieron por testigo. Ya no podrá dialogar esos momentos que para los demás, serán solo un tierno relato.
El sentimiento, de difícil expresión, es de profunda tristeza. Tristeza y soledad. ¡Cuantas cosas mueren en una sola muerte!
La otra parte de esta desdicha, tiene como protagonista a una niña de seis años que pierde a su ídolo. Ese hermano joven que la asombraba con su destreza y su cariño. Ella también compartió juegos y travesuras con él, y las fotos compartidas hablan de un inmenso amor. Seguramente lo pensaba inmortal. De la mano de su hermano, la vida transcurría feliz y protegida. Su desazón fue tremenda, su incomprensión no tuvo límites, como no tuvo límites la alegría de tenerlo y disfrutarlo. Hoy cuenta escenas convividas que nosotros ignorábamos. Hoy guarda el recuerdo en su corazón, y adorna primorosamente las fotos que los muestran juntos, y las conserva muy cerca de su diario vivir.
¿Qué queda por delante? Una vida. Una vida que se irá poblando de proyectos que no tendrán hoy el apreciado apoyo y la sincera y acompañada alegría.
¿Quién queda en casa? Dos padres abatidos que no pueden atender su dolor de hermano, porque sus propios dolores los anulan.
Martín fue importante, muy importante, y lo seguirá siendo sin duda. Hoy esos hermanos vivos sobrellevan su dolor con discreción casi anónima, porque las lágrimas y las flores no son para ellos.
Mañana querrán contarle a sus novias, a sus parejas, a sus propios hijos quién era ese chico con quien compartieron tantas vivencias plasmadas en fotos y en imborrables recuerdos. ¿Cómo se cuenta el amor? ¿Es posible contarlo? Quizá sólo en parte. El amor por Martín ha quedado dentro de ellos, como ha quedado dentro de mí. En eso sí, nos parecemos. Cada uno, como padres o hermanos, atesoramos momentos irrecuperables, que son imágenes de una aciaga vida, que no pudo seguir siendo vida.
Sólo nos resta extrañar, de distinto modo, claro, a quien todos, todos, quisiéramos seguir abrazando.
Los padres que hemos perdido hijos, encontramos en los grupos de autoayuda, el remanso y la comprensión necesaria para continuar nuestros caminos. Los grupos para hermanos pueden resultar igualmente beneficiosos para ellos. Si bien son aún una asignatura pendiente de difícil concreción, no debemos claudicar en el intento de lograrlo.

www.carlosjuanbianchi.com.ar

Si desea enviar material, por favor escriba a gisela@estrella-maili.com

Gracias y ¡hasta la próxima!

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